segunda-feira, 5 de outubro de 2009

5 de Outubro de 1910

A República Portuguesa


O movimento revolucionário de 5 de Outubro de 1910 deu-se em natural sequência da acção doutrinária e política que, desde a criação do Partido Republicano, em 1876, vinha sendo desenvolvida por este partido.


Após a Proclamação da República portuguesa, foi nomeado um Governo Provisório que deveria dirigir superiormente a Nação até que fosse aprovada uma nova Lei fundamental.
Presidiu a esse Governo, inteiramente formado por elementos do Partido Republicano Português , Teófilo Braga.


O Governo Provisório manteve-se em funções até à aprovação da nova constituição (a Constituição de 1911), em 24 de Agosto de 1911, dando por encerrados os seus trabalhos e auto-dissolvendo-se a 4 de Setembro, quando deu lugar ao primeiro Governo Constitucional, chefiado por João Pinheiro Chagas.

A Bandeira de Portugal é

um dos símbolos nacionais de Portugal.

De acordo com o Decreto nº 150, de 30 de Junho de 1911, a Bandeira de Portugal é bipartida verticalmente em duas cores fundamentais, verde escuro e escarlate, ficando o verde para o lado da tralha (lado esquerdo, quando representada graficamente). Ao centro, e sobreposto à união das duas cores, terá o escudo das Armas de Portugal, orlado de branco e assentando sobre a esfera armilar manuelina, em amarelo e avivada de negro. O comprimento da Bandeira de Portugal é uma vez e meia a altura da tralha (proporções: 2:3). A divisória entre as duas cores fundamentais é feita de modo a que fiquem 2/5 do comprimento total ocupados pelo verde e os 3/5 restantes pelo vermelho. O emblema central ocupa metade da altura da tralha, ficando equidistante das orlas superior e inferior.[1]
O modelo da actual Bandeira de Portugal foi aprovado por decreto da Assembleia Nacional Constituinte de 19 de Junho de 1911, sendo as suas dimensões e descrição mais pormenorizada definidas pelo decreto de 30 de Junho de 1911. No entanto, já desde a proclamação da República Portuguesa, a 5 de Outubro de 1910 que eram usadas bandeiras provisórias semelhantes ao modelo que viria a ser aprovado oficialmente.

A bandeira tem um significado republicano e nacionalista. A comissão encarregada da sua criação explica a inclusão do verde por ser a cor da esperança e por estar ligada à revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891. Segundo a mesma comissão, o vermelho é a cor combativa, quente, viril, por excelência. É a cor da conquista e do riso. Uma cor cantante, ardente, alegre (...). Lembra o sangue e incita à vitória. Durante o Estado Novo, foi difundida a ideia de que o verde representava as florestas de Portugal e de que o vermelho representava o sangue dos que tinham morrido pela independência da Nação. As cores da bandeira podem, contudo, ser interpretadas de maneiras diferentes, ao gosto de cada um.
No seu centro, acha-se o escudo de armas portuguesas (que se manteve tal como era na monarquia), sobreposto a uma esfera armilar, que veio substituir a coroa da velha bandeira monárquica e que representa o Império Colonial Português e as descobertas feitas por Portugal.
Os cinco pontos brancos representados nos cinco escudos no centro da bandeira fazem referência a uma lenda relacionada com o primeiro rei de Portugal. A história diz que antes da Batalha de Ourique (26 de Julho de 1139), D. Afonso Henriques rezava pela protecção dos portugueses quando teve uma visão de Jesus na cruz. D. Afonso Henriques ganhou a batalha e, em sinal de gratidão, incorporou o estigma na bandeira de seu pai, que era uma cruz azul em campo branco.


domingo, 4 de outubro de 2009

Dia Mundial do Animal

Declaração Universal dos Direitos dos Animais

Dia Mundial do Habitat e do Animal - 4 de Outubro




1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à protecção do Homem.

3 - Nenhum animal deve ser maltratado.

4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

5 - O animal que o Homem escolher para companheiro nunca deve ser abandonado.

6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

7 - Todo acto que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais.

9 - Os direitos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 - O Homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Estigma & Saúde Mental

O Estigma relacionado com a doença mental provém do medo do desconhecido, dum conjunto de falsas crenças que origina a falta de conhecimento e compreensão.

ALGUNS CONCEITOS ERRADOS SOBRE A DOENÇA MENTAL:

» As pessoas que sofrem de doenças mentais não irão nunca recuperar?

- As doenças mentais tratam-se e muitos doentes recuperaram a saúde.


» As pessoas com doenças mentais são violentas e perigosas para a sociedade?

- Essas pessoas apresentam tantos riscos de crime como os outros elementos da população em geral.


» As pessoas que receberam tratamento psiquiátrico são instáveis podendo perder o controlo a qualquer momento?

- A maioria das pessoas com doenças mentais têm maior tendência para se afastarem do contacto social, do que de se confrontarem agressivamente com outros.

» As pessoas que foram tratadas de perturbações mentais são empregados de baixa qualidade?

- Muitas pessoas recuperadas de uma doença mental revelam-se excelentes empregados, havendo muitos patrões a declarar que são mais pontuais e assíduos que outros colegas. Demonstram serem iguais no que se refere à motivação, qualidade de trabalho e duração de tempo no emprego.

» As pessoas que recuperaram de uma doença mental estão mais indicadas para exercerem trabalhos de nível inferior, mas nunca posições de responsabilidade?

- Em todas as pessoas, a capacidade de progressão numa carreira depende dos talentos pessoais, da destreza, da experiência e motivação. O mesmo se passa com as pessoas com doenças mentais.



------------------------------------


Estigma



• Tomar conhecimento dos direitos. (Lei nº 46/2006 de 28 de Agosto)
• Procurar assistência quando os direitos legais são violados.


Regulamentação da Lei n.º 46/2006, de 28 de Agosto


Na reunião de 21 de Setembro de 2006, Conselho de Ministros aprova regulamentação da Lei n.º 46/2006, de 28 de Agosto.

Na sua sessão de 21 de Dezembro de 2006, o Conselho de Ministros aprovou o Decreto-Lei que regulamenta a Lei n.º 46/2006, de 28 de Agosto.

Este Decreto-Lei regula a legislação que proíbe e pune a discriminação em função da deficiência.

Estabelece, também, as entidades administrativas que procederão à instrução dos processos de contra-ordenações e a autoridade administrativa que aplicará as coimas e as sanções acessórias correspondentes pela prática de actos discriminatórios.


Fonte: Portal do Governo


Texto retirado de : http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/arquivo/2006/12/portalgoverno.htm

-----------------------------------

ASMAL - Associação de Saúde Mental do Algarve


Instituição Particular de Solidariedade Social (I.P.S.S), sem fins lucrativos, de utilidade pública, fundada em Janeiro de 1991 e com sede em Faro.


Objectivos:

A sua linha de acção prossegue vários objectivos, entre eles destacamos:

Promover o apoio e integração social do indivíduo com doença mental;

Defender os direitos da pessoa com doença mental;

Promover e defender a saúde mental da comunidade;

Promover o apoio e a integração social do indivíduo portador de deficiência mental;

Promover o apoio e a integração social de populações desfavorecidas ou em risco;

Sensibilizar, esclarecer e mobilizar a opinião pública para a problemática do indivíduo doente mental;

Promover a inter-relação com as estruturas comunitárias para a realização de acções conjuntas na área da saúde mental;

Fazer-se representar em reuniões de trabalho e estabelecer relações com instituições públicas e privadas, nacionais e internacionais, designadamente com outras associações congéneres;

Promover e apoiar o intercâmbio científico e técnico no campo de Saúde Mental;

Realizar acções e actividades destinadas à infância e à adolescência de modo a permitir um desenvolvimento psicossocial harmonioso;

Desenvolver acções destinadas a adultos e idosos tendo em vista promover o seu bem-estar físico e psicológico;

Realizar acções de prevenção da doença destinadas à comunidade em geral;

Desenvolver acções que visem melhorar as competências técnicas e/ou académicas dos recursos humanos, internos ou externos à instituição, por forma a elevar o seu nível de qualificação;

Desenvolver outras acções no campo da solidariedade social;

Realizar outras actividades, anteriormente não mencionadas e que sirvam o propósito de desenvolver acções de apoio ao indivíduo doente mental, ao portador de deficiência mental, a populações desfavorecidas ou em risco.


Texto retirado de : http://www.asmal.org.pt/site/index.php

------------------------------------

HDP - Hospital de Dia

Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental


OBJECTIVOS

Gerais


1 - Promover alternativa ao internamento na unidade de agudos;

2 - Promover um espaço que responda às necessidades dos doentes que se mantenham na comunidade;

3 - Promover Estratégias Terapêuticas Diversificadas numa perspectiva de prevenção da crise.

Específicos


 
1 - Aumentar a compreensão da doença;

2 - Estabelecer estratégias para enfrentar a crise;

3 - Desenvolver estratégias de solução do problema;

4 - Estimular a comunicação;

5 - Estimular Atitudes e Comportamentos adequados;

6 - Promover o reforço da auto-estima;

7 - Reorganizar o plano de vida;

8 - Melhorar o conhecimento dos factores de risco de descompensação;

9 - Informar sobre os recursos na comunidade;

10 - Treinar para utilização correcta dos recursos comunitários;

11 - Promover autonomia individual e a reintegração social e familiar;

12 - Responsabilizar pelas tarefas do quotidiano;

13 - Treinar a autonomia na medicação;

14 - Melhorar a qualidade de vida.

ALGUMAS DAS ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS NO HDP

- Relaxamento

- Leitura semanal de notícias

- Sessão de filmes, trabalhando-se depois a Temática.

- Saídas ao exterior

- Ensino preparação da medicação e os seus efeitos

- Ensino sobre a Doença

- Espaço Saúde: Apresentação de um tema de saúde à escolha dos utentes (teoria e prática)

- Reunião Comunitária: em que falam no grupo como correu o seu fim-de-semana, das dificuldades sentidas, das melhorias...

- Planeamento individual do fim-de-semana, por forma a promover a organização de vida do indivíduo, de acordo com os seus objectivos

- Encaminhamento dos utentes para outras instituições de acordo com os seus objectivos

---------------------------------


Excerto de texto retirado do folheto elaborado por utentes de Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de Dia de Psiquiatria.

domingo, 27 de setembro de 2009

Viver mais, com qualidade

1 de Outubro - “Dia Internacional da Pessoa Idosa”

26 de Julho - "Dia Mundial dos Avós"

O envelhecimento faz parte natural do ciclo da vida. Uma sociedade que negligência a experiência e saberes acumulados, torna-se inevitavelmente numa sociedade de desperdício, numa sociedade vazia, sem rumo.

Viver mais anos não é um problema, é um privilégio que temos, nós que não morremos antes.

Prepare-se para envelhecer com qualidade. Proteja a sua saúde, seguindo algumas recomendações simples, mas eficazes.

Promover e manter a saúde

http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/idosos/PromoverManterSaude.htm


1) Faça exercício diariamente


Andar todos os dias é uma das melhores formas de praticar exercício. Ande ao seu ritmo e mantenha o corpo e a cabeça direitos. Ande entre 30 a 45 minutos por dia, se for possível, e use calçado adequado.
Fazer exercícios diários de pé ou deitado também é útil e, se orientados por um especialista, tornam-se até mais eficazes.
Nadar também é recomendado, assim como andar de bicicleta e até mesmo dançar.
Escolha a actividade da sua preferência e, se possível, pratique-a todos os dias.

2) Adopte uma alimentação saudável


A alimentação correcta é um dos factores que maior influência tem na sua saúde e no seu bem-estar. Deve ingerir por dia, no mínimo, um alimento de cada um dos seguintes grupos:
Pão, batatas, arroz, massas, farinha, cereais;
Carne, peixe, ovos, leite e produtos lácteos, feijão, lentilhas, ervilhas;
Margarina, óleo, gorduras;
Vegetais (cenouras, couves, tomates, pepinos, alface);
Frutos (maçãs, peras, melão, laranjas, pêssegos).
Não se preocupe se os alimentos são frescos, congelados, pré-cozinhados ou de conserva. O importante é que coma todos os dias fruta e vegetais frescos.
Deve comer, pelo menos, uma refeição quente por dia. Pode cozinhar uma quantidade maior e depois dividi-la em doses diárias e guardá-las no frigorifico ou no congelador.
Coma entre três a cinco refeições por dia a horas certas. Não coma demasiado.
Se tiver dificuldade em mastigar, coma produtos mais macios, como ovos, lacticínios ou papas, ou coza o peixe, os vegetais e a carne até ficarem bem tenros. Se achar necessário, esmague ou pique os alimentos. Beba sumos de fruta e de vegetais.
Beba muitos líquidos (dois litros por dia), em especial quando o tempo está quente. Beba, sobretudo, água e bebidas não açucaradas. Se tiver que usar açúcar, ponha pouca quantidade.
Se sofrer de obstipação (prisão de ventre), beba mais líquidos.
Não utilize muito sal. Para melhorar o sabor dos alimentos nos cozinhados use cebola, alho, funcho, pimenta e outras especiarias.

3) Má nutrição


A má nutrição pode resultar da deficiente absorção dos alimentos, de uma alimentação carenciada ou do excesso alimentar. A obesidade, por exemplo, resulta da ingestão excessiva de calorias e de se comer mais do que o necessário.
Evite as gorduras em excesso.
Evite, em especial, carne gorda, salsichas, queijo gordo e leite gordo.
Utilize margarina ou óleos vegetais, em vez de manteiga e banha.
Inclua na sua dieta leite magro, queijo magro e iogurte. Estes alimentos fornecem cálcio, muito necessário ao fortalecimento de ossos e dentes.
Saiba mais sobre os autocuidados na saúde e na doença. Consulte os guias para as pessoas idosas elaborados pela Direcção-Geral da Saúde.

1 - Conservar-se em forma na idade avançada

2 - Viver após um acidente vascular cerebral – Adobe Acrobat – 190 Kb

3 - Como viver com diabetes

4 - Como prevenir as quedas

5 - Como viver com reumatismo – Adobe Acrobat – 96 Kb

6 - Como enfrentar as doenças cardiovasculares e pulmonares – Adobe Acrobat – 354 Kb

7 - A dor crónica de origem não maligna – Adobe Acrobat – 305 Kb

8 - Viver com amputação dos membros inferiores – Adobe Acrobat – 123 Kb

9 - “Quem? Eu? Exercício?” – Adobe Acrobat – 267 Kb

Os que não estão disponíveis online poderão ser consultados na Direcção-Geral da Saúde - http://www.dgs.pt/.
Programa Nacional Para a Saúde das Pessoas Idosas

Nenhuma das fotos do vídeo apresentado são de minha autoria.

Quinta da Bica

Pedreiras - S.B.Messines


Cavalos


Os cavalos, de maneira geral, são muito semelhantes em sua forma física, possuindo corpos bem proporcionados, ancas possantes e musculosas e pescoços longos que sustentam as cabeças de acentuada forma triangular. As orelhas são pontudas e móveis, alertas ante qualquer som, e a audição é aguçada. Os olhos, situados na parte mais alta da cabeça e bem separados um do outro, permitem uma visão quase circular e as narinas farejam imediatamente qualquer sinal de perigo.

Póneis

Um pónei é um pequeno cavalo com uma morfologia e temperamento próprios. Comparativamente a um cavalo, entre outras características, os póneis exibem crinas e caudas mais densas, uma estrutura óssea mais pesada e pernas proporcionalmente mais curtas.




Gansos


Há mais de 40 variedades de gansos.
Os gansos domésticos são mais activos durante a noite e, dado o seu sentido territorial, podem exercer funções de cão de guarda.


Textos retirados de: http://pt.wikipedia.org/

domingo, 13 de setembro de 2009

Museu Regional do Algarve


O Museu Regional do Algarve está localizado na zona central da cidade de Faro, onde se encontram as ruas pedonais e comerciais.

Trata-se de um museu etnográfico, onde se exibem objectos, fotografias, roupas, utensílios da vida quotidiana sobre a forma de vida desta região portuguesa.


Inaugurado a 15 de Dezembro de 1962, com o nome original de Museu Etnográfico Regional de Faro, possui uma valiosa colecção de peças, pinturas e objectos típicos da região algarvia. Teve como mentor o pintor farense Carlos Filipe Porfírio.

O museu foi criado em colaboração com vários artesões algarvios que executaram os objectos encomendados.

A colecção baseia-se, sobretudo, na recolha efectuada por Carlos Porfírio e centra-se em utensílios domésticos e pelo que se costuma designar de "arte Popular" (cestaria, tapeçaria, etc. ).

Fazem ainda parte do espóliograndes telas da autoria deste pintor, nas quais são ilustradas as tradições algarvias que, de forma expressiva, congelaram no tempo práticas tradicionais que foram desaparecendo.

A história que este museu nos conta é a da forma de vida das gentes do Algarve em meados do século XX, antes da afirmação da indústria do Turismo.

A Serra e o Mar retratados atravé sdos objectos que pautavam esse quotidiano.


Texto retirado do Panfleto cedido pelo Museu Regional de Faro.














terça-feira, 26 de maio de 2009

Aprender ... a LER

Sei muito pouco sobre os vários tipos de linguagem que abaixo apresento, mas soube ler a mensagem que me foi entregue no dia da mãe:
Texto de : www.mãe.pt
Imagem de: www.filha.adorada.pt

Elementos da comunicação

  • Emissor - emite, codifica a mensagem;


  • Receptor - recebe, decodifica a mensagem;


  • Mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor;


  • Código - conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem;


  • Referente - contexto relacionado a emissor e receptor;


  • Canal - meio pelo qual circula a mensagem.


Linguagem é qualquer e todo sistema de signos que serve de meio de comunicação de idéias ou sentimentos através de signos convencionais, sonoros, gráficos, gestuais etc., podendo ser percebida pelos diversos órgãos dos sentidos, o que leva a distinguirem-se várias espécies de linguagem: visual, auditiva, tátil, etc., ou, ainda, outras mais complexas, constituídas, ao mesmo tempo, de elementos diversos.



Os elementos constitutivos da linguagem são, pois, gestos, sinais, sons, símbolos ou palavras, usados para representar conceitos de comunicação, idéias, significados e pensamentos.


Línguas construídas

Uma das muitas línguas planejadas que existem, o esperanto, foi criada por L. L. Zamenhof. O Esperanto é uma compilação de vários elementos de diferentes línguas humanas cuja intenção é de ser uma língua de fácil aprendizagem, de forma a proporcionar a toda a população humana uma forma mais fácil e democrática de se comunicar.

Hoje é possível encontrar recursos didáticos - gratuitos ou não - na rede mundial para aprendê-la; é uma língua viva em ascensão. É empregado em viagens, correspondência, intercâmbio cultural, convenções, literatura, ensino de línguas, televisão e transmissões de rádio. Alguns sistemas estatais de educação oferecem cursos opcionais de esperanto, e há evidências de que auxilia no aprendizado dos demais idiomas.

O número de línguas artificiais, geralmente chamadas conlangs (palavra que vem do inglês constructed language, "língua construída") tem vindo a aumentar a cada dia. Há vários sites na Internet que aprofundam o tema, contendo listas e breves introduções a centenas ou mesmo milhares de línguas artificiais. A maioria das pessoas que se dedica ao fenómeno, os chamados conlangers, fazem parte de uma lista de distribuição de emails: a CONLIST.


Língua Gestual



A expressão "língua gestual" refere-se à língua materna de uma comunidade de surdos. Essa língua é produzida por movimentos das mãos, do corpo e por expressões faciais e a sua recepção é visual. Tem um vocabulário e gramática próprios.



Língua Gestual Portuguesa (LGP) é a língua gestual (no Brasil: língua de sinais) através da qual grande parte da comunidade surda, em Portugal, comunica entre si. É processada através de gestos, como o nome indica e a sua captação é visual. Cada país tem a sua própria língua gestual. Por exemplo, no Brasil existe a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).



Língua ou linguagem?

Uma língua é um sistema de comunicação específico e exclusivo do ser humano, sendo gerido por regras particulares.



Assim sendo, a LGP possui características que fazem dela uma língua:


  • é composta, maioritariamente por símbolos arbitrários;


  • é um sistema linguístico;


  • é partilhada por uma comunidade de pessoas que a utilizam como sua forma de expressão mais natural;


  • possui propriedades como a criatividade e a recursividade;


  • possui aspectos contrastivos;


  • é um sistema em constante renovação e evolução: apresenta o fenómeno da dinâmica linguística;


  • a sua aprendizagem/ aquisição faz-se de modo natural num ambiente propício.


Para acrescentar, como qualquer língua oral, a LGP possui variantes dentro do seu próprio país (idioma), alterando, relativamente, de região para região e dependendo do grau de alfabetização e das profissões dos surdos em cada uma das regiões.



O código Braille




Louis Braille nasceu em 4 de Janeiro de 1809 em Coupvray, na França, a cerca de 40 quilómetros de Paris.

Quando tinha apenas três anos de idade, Louis sofreu um grave acidente quando manejava uma das ferramentas da oficina de seu pai. Por fim, o jovem Braille acabou perdendo a visão dos dois olhos.

Em 1821, quando Louis Braille tinha somente 12 anos, Charles Barbier, capitão reformado da artilharia francesa, visitou o instituto onde apresentou um sistema de comunicação chamado de escrita nocturna, também conhecido por Serre e que mais tarde veio a ser chamado de sonografia.

Tratava-se de um método de comunicação táctil que usava pontos em relevo dispostos num rectângulo com seis pontos de altura por dois de largura e que tinha aplicações práticas no campo de batalha, quando era necessário ler mensagens sem usar a luz que poderia revelar posições. Assim, era possível trocar ordens e informações de forma silenciosa. Usava-se uma sovela para marcar pontinhos em relevo em papelão, que então podiam ser sentidos no escuro pelos soldados.

A escrita nocturna baseava-se numa tabela de trinta e seis quadrados, cada quadrado representando um som básico da linguagem humana. Duas fileiras com até seis pontos cada uma eram gravadas em relevo no papel. O número de pontos na primeira fileira indicava em que linha horizontal da tabela de sons vocálicos se encontrava o som desejado, e o número de pontos na segunda fileira designava o som correto naquela linha. Esta ideia de usar um código para representar palavras em forma fonética foi introduzido no Instituto. Louis Braille dedicou-se de forma entusiástica ao método e passou a efectuar algumas melhorias.

Assim, nos dois anos seguintes, Braille esforçou-se em simplificar o código. Por fim desenvolveu um método eficiente e elegante que se baseava numa célula de apenas três pontos de altura por dois de largura. O sistema apresentado por Barbier, era baseado em 12 pontos, ao passo que o sistema desenvolvido por Braille é mais simples, com apenas 6 pontos.
Braille, em seguida, melhorou o seu próprio sistema, incluindo a notação numérica e musical. Em 1824, com apenas 15 anos, Louis Braille terminou o seu sistema de células com seis pontos. Pouco depois, ele mesmo começou a ensinar no instituto e, em 1829, publicou o seu método exclusivo de comunicação que hoje tem o seu nome. Excepto algumas pequenas melhorias, o sistema permanece basicamente o mesmo até hoje.

Apesar de tudo, levou tempo até essa inovação ser aceita. As pessoas com visão não entendiam quão útil o sistema inventado por Braille podia ser, e um dos professores principais da escola chegou a proibir seu uso pelas crianças. Felizmente, tal decisão teve efeito contrário ao desejado, encorajando as crianças a usar o método e a aprendê-lo em segredo. Com o tempo, mesmo as pessoas com visão acabaram por perceber os benefícios do novo sistema. No instituto, o novo código só foi adotado oficialmente em 1854, dois anos após a morte de Braille, provocada pela tuberculose em 6 de Janeiro de 1852, com apenas 43 anos.

Hoje, o método simples e engenhoso elaborado por Braille torna a palavra escrita disponível a milhões de deficientes visuais, graças aos esforços decididos daquele rapaz há quase 200 anos.

O braille é lido da esquerda para a direita, com uma ou ambas as mãos. Cada célula braille permite 63 combinações de pontos. Assim, podem-se designar combinações de pontos para todas as letras e para a pontuação da maioria dos alfabetos.

Vários idiomas usam uma forma abreviada de braille, na qual certas células são usadas no lugar de combinações de letras ou de palavras freqüentemente usadas. Algumas pessoas ganharam tanta prática em ler braille que conseguem ler até 200 palavras por minuto.

"Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma."

(Louis Braille)