domingo, 24 de maio de 2009

Janelas






Portal concebido para cegos e ambliopes. Contém notícias, informações úteis, links e software.


O portal LERPARAVER nasceu a 26 de Novembro de 1999 pelas mãos de dois amigos cegos portugueses, residentes no Porto, Daniel Serra e António Silva, sendo, actualmente, o maior portal em língua portuguesa dedicado a deficiência da visão.


Este portal não se destina apenas à utilização por parte de pessoas cegas ou com baixa visão, destina-se a todas as pessoas que se interessam pessoal e profissionalmente por esta temática.
Neste espaço encontrará notícias, informações úteis, fóruns, blogs, ligações a páginas sobre o mesmo tema, artigos, manuais, truques para a vida diária, transferência de ficheiros e muito mais.


Embora seja originado, mantido e coordenado pelos seus fundadores, trata-se de um espaço colectivo, em que qualquer pessoa pode colaborar publicando conteúdo, contribuindo assim para a partilha de informação e enrequecimento desta comunidade virtual.






Caiada a branco e azul, a casa é soalheira e está situada à beira da estrada. Ao cruzar os portões transpira-se um ambiente informal e acolhedor. Os sorrisos espelham-se nos rostos curiosos que olham de soslaio quem chega de novo. A casa já é antiga e reclama obras, mas o trabalho que ali se constrói diariamente vai além daquelas paredes


Em Angra do Heroísmo, na Terceira, nos Açores, a Associação Cristã da Mocidade (ACM) foi pioneira na intervenção na área da deficiência, numa altura em que não havia respostas na ilha. A crise do sismo de 80 que abalou o parque habitacional da ilha motivou o aparecimento desta instituição particular de solidariedade social, inicialmente exclusivamente dedicada à reconstrução de habitações, que depois eram doadas à população mais carenciada.


Nesse trabalho os dirigentes aperceberam-se da grande lacuna de respostas para a população com deficiência, que estava votada ao abandono, e cuja percentagem era bastante considerável. Sem grandes infra-estruturas, começaram por arrendar uma casa perto do centro da cidade de Angra e como não tinham meios de transporte próprios pagavam os bilhetes de autocarro aos utentes para que se pudessem deslocar-se de toda a ilha até à instituição.
(...)




Uma janela que se abre


Abril 4, 2009 por contadores.destorias


Um blog onde os Contadores d’Estórias colocam histórias de que gostam e que querem partilhar. Sirva-se e dê-lhes vida! Quer também recebê-las por email? Procura histórias sobre um algum tema ou para um fim específico?


Os nossos objectivos são meramente pedagógicos, sem qualquer interesse financeiro.







Uma janela de ‘serviço público’


Base temática de música portuguesa no Centro Virtual Camões

O acesso à base temática do Centro de Informação da Música Portuguesa (CIMP)/Miso Music Portugal, a partir do Centro Virtual Camões (CVC), está operacional desde o final de Janeiro no endereço http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/bases-tematicas/musica-portuguesa-dos-secs-xix-xx-e-xxi.html, dotando a plataforma digital do Instituto Camões (IC) de um novo recurso, quer para especialistas quer para o grande público.


O CIMP, projecto implementado entre 2001 e 2004, pelos músicos Miguel Azguime e Paula Castro Guimarães, criadores do Miso Ensemble, com um investimento de 296 mil euros, suportado por fundos do FEDER e do POSI (Programa da Sociedade da Informação), foi inaugurado em linha em Janeiro de 2006, segundo os seus fundadores, que fazem questão de o apresentar como um «serviço público», pelas suas características de gratuidade, universalidade e de promoção da música portuguesa no estrangeiro.


«É uma grande janela aberta para intérpretes, programadores e melómanos estrangeiros a quem interesse a música portuguesa. É a primeira vez que é possível ter acesso e pesquisar a música portuguesa, saber quem são os seus activos agentes - os compositores, os intérpretes, encontrar as obras, ouvir fragmentos, ver partituras e, eventualmente, vir a tocar, que é o nosso objectivo», afirma o criador e intérprete da ópera multimédia O Itinerário do Sal.





Uma Janela aberta à família


Projecto apontado como exemplo de inovação na área da promoção da saúde.


Projecto «Uma Janela Aberta à Família» da ARS Algarve, IP e IDT Algarve, IP, referenciado no Relatório de Primavera do Observatório Português dos Sistemas de Saúde como um exemplo de um projecto inovador na área da protecção e promoção da saúde e do apoio aos estilos de vida saudáveis.


O Relatório de Primavera do Observatório Português dos Sistemas de Saúde no capitulo dedicado às «Respostas inovadoras em Saúde», elogia o Projecto «Uma Janela aberta à família», salientando que se trata «de uma iniciativa inovadora no âmbito da promoção da saúde e do apoio a estilos de vida saudáveis».


A evocação dos valores da família, da importância dos afectos e do estabelecimento de comunicação entre pais e filhos, são outros dos aspectos focados no Relatório como um «valor acrescentado» no projecto.


«É uma inovação simples, universal e contínua, em que se facilita aos pais o acesso a informação sobre a educação dos filhos, nas mais diferentes áreas», destaca o documento do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, explicando ainda que o projecto «pretende responsabilizar os pais pelo futuro das crianças, mas sempre apoiando e fomentando as capacidades inerentes à paternidade e à maternidade, com a finalidade de aumentar os factores de protecção, evitando comportamentos de risco e estabelecendo como princípios essenciais de educação a auto-estima, a disponibilidade, as regras e o afecto».







Publicado por Casa dos Bits às 08.00h no dia 24 de Março de 2006.


O Museu das Notícias é um espaço de interacção com a informação noticiosa produzida em todo o mundo. Como os próprios o definem, tem como principal objectivo ajudar público e órgãos de informação a entenderem-se melhor entre si.


Existe fisicamente desde 1997 e a sua presença na Internet também não é uma novidade mas merece destaque pela selecção de informação, cartoons, foto-reportagem e outros trabalhos que prestigiam o acto de informar.


Para quem pretende saber mais sobre o Museu físico, está disponível uma visita virtual pelas novas instalações em Washington. Num estilo inconfundivelmente americano é possível ainda obter informação sobre todos os passos da construção do moderno edifício.


Chaminé Algarvia


As chaminés da vaidade (?)

Cilíndricas ou prismáticas, quadradas ou rectangulares, simples ou elaboradas, as chaminés algarvias são um símbolo da região e uma prova da influência de cinco séculos de ocupação árabe. Um legado arquitectónico e ornamental presente em grande parte das cidades e vilas do sul de Portugal e visível nas ruas estreitas, na estrutura das casas e no ar de minaretes das chaminés que adornam os telhados.

E no Algarve não havia duas chaminés iguais, porque os mais ou menos elaborados motivos decorativos dependiam sempre dos dias de construção, do prestígio, da vaidade e das posses do proprietário. Aliás, era costume entre os mestres pedreiros perguntar quantos dias queriam de chaminé para avaliar o valor da chaminé a construir, que se traduzia no tempo que a mesma demorava a erigir.


Quanto mais delicada e difícil era a sua elaboração, mais dispendiosa se tornava. A cor predominante era o branco da cal, mas honrosas excepções mostram ainda hoje alguns motivos coloridos, sobretudo em tons ocres e azuis.

Esta é uma das principais razões por que as chaminés algarvias ostentam as mais variadas formas, desde as simples ranhuras, aos complicados e belos rendilhados, ou à representação em miniatura de torres de relógio ou de casas.

Mas sempre um símbolo visível da arte popular, uma prova de perícia para cada pedreiro e um motivo de orgulho para qualquer proprietário.Mais do que pura utilidade, as chaminés algarvias desempenhavam um papel ornamental, sendo prova disso a presença de duas chaminés nas casas de campo, numa região em que as condições climatéricas pouco o justificam. A chaminé de uso e também a mais simples e mais funcional ficava situada na casa do forno, onde era costume fazer as refeições, enquanto a chaminé rendilhada, mais pequena e personificada, ocupava um lugar de destaque na cozinha da própria casa, compartimento apenas utilizado para receber visitas ou organizar festas.

Em termos práticos, a chaminé era considerada um sinal de presença de pessoas nas casas, um bom indício do estado do tempo e o local onde era marcada a data de construção da casa.O interior do Algarve, especialmente Querença, Martinlongo e Monchique são os locais onde melhor se podem contemplar estas seculares chaminés algarvias, uma arte de formas geométricas e rendilhados diversos, rematada a cal, que simboliza o prestígio e a vaidade dos proprietários.

Texto retirado de: http://www.visitalgarve.pt/visitalgarve/vPT/VivaOAlgarve/CulturaTradicao/Actividades/Casas+T%C3%ADpicas/Sugestoes/Chamin%C3%A9s+Algarvias.htm

sábado, 23 de maio de 2009

Ambiente

Reciclar é preciso

Como contribuir para uma reciclagem mais eficiente?



Mais de metade do lixo que produzimos todos os dias pode ser reciclado.


Veja o que pode separar em casa e onde depositar os resíduos que não devem ser deitados no lixo indiferenciado.


Porque se devem separar os resíduos recicláveis?


Reciclar materiais permite reutilizá-los como matéria-prima no fabrico de novos produtos, diminuindo o uso de recursos naturais (muitos dos quais não renováveis). Além disso, fabricar novos produtos a partir de materiais usados consome menos energia do que a partir de matérias virgens.

O sector dos resíduos contribui significativamente para a emissão de gases com efeito de estufa. Já a reciclagem é o processo de tratamento de resíduos com maior potencial de redução indirecta de emissões de CO2. Num momento em que o combate às alterações climáticas surge como um dos grandes desafios ambientais, é fundamental reciclar.

A reciclagem permite diminuir a quantidade de resíduos que tem como destino final os aterros sanitários, prolongando a vida útil destes últimos e evitando a construção de novos.

Os cidadãos devem participar activamente na correcta separação dos resíduos para posterior reciclagem. Este procedimento não se deve limitar às embalagens, mas incluir todos os resíduos passíveis de ser reciclados, como os óleos usados, electrodomésticos, pilhas, automóveis, etc.




Incêndios florestais


Um incêndio florestal é um incêndio descontrolado em zonas naturais, bosques e lugares com abundante vegetação. Podem-se produzir por relâmpagos, descuidos humanos e em muitas ocasiões são intencionados.

As perdas ocasionadas pelo fogo anualmente no mundo são ingentes. Os incêndios voluntários (pirômanos) ou não, ocasionam grandes gastos tanto em recursos como em vidas humanas, e semeiam a destruição de lugares naturais que demoram muito tempo em regenerar-se.
A divulgação de um incêndio depende das condições meteorológicas (direcção e intensidade do vento, humidade relativa do ar, temperatura), do grau de secura e do tipo do coberto vegetal, orografia do terreno, acessibilidades ao local do incêndio, prazos de intervenção (tempo entre o alerta e a primeira intervenção no ataque ao fogo), etc.

Um incêndio pode propagar-se pela superfície do terreno, pelas copas das árvores e através da manta morta. Os incêndios de grandes proporções são normalmente vistos a vários quilómetros, devido aos seus fumos negros e densos.

As causas dos incêndios florestais são várias. Têm, na sua grande maioria, origem humana, quer por descuido e acidente (queimadas, queima de lixos, lançamento de foguetes, cigarros mal apagados, linhas eléctricas), quer por intenção. Os incêndios de causas naturais pertencem a uma pequena percentagem do número total de ocorrências.

Para além da destruição da floresta os incêndios podem ser responsáveis por:
  • Morte e ferimentos nas populações e animais (queimaduras, inalação de partículas e gases)

  • Destruição de bens (casas, armazéns, postes de electricidade e comunicações etc.)

  • Corte de vias de comunicação

  • Alterações, por vezes de forma irreversível, do equilíbrio do meio natural

  • Reprodução e difusão de pragas e doenças, quando o material ardido não é tratado

Com o crescimento das áreas residenciais na direcção da floresta, os seus habitantes ficam sujeitos a um risco acrescido a este tipo de fenómenos.

A logística florestal dá resposta a este flagelo ao planificar o espaço florestal, por meio de projectos florestais, considerando à partida quais os locais mais propícios a ocorrerem incêndios e a evitá-los.

Algumas medidas preventivas a serem tomadas:

  • Manter limpa uma faixa de 50m à volta de habitações, estaleiros, armazéns, oficinas ou outras edificações, nos espaços rurais.

  • Manter limpa uma faixa superior a 100m à volta dos aglomerados populacionais, parques, polígonos industriais e aterros sanitários, inseridos ou confinantes com áreas florestais

Texto retirado de : http://pt.wikipedia.org/wiki/Inc%C3%AAndio_florestal

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O REMEXIDO

Remexido ou Remechido (como se escrevia no século XIX), nome por que ficou conhecido José Joaquim de Sousa Reis (Estômbar, 19 de Outubro de 1797 - Faro, 2 de Agosto de 1838) foi um célebre guerrilheiro algarvio, que nasceu no Algarve em 1797, em Estombar.



Casou-se em S. Bartolomeu de Messines. Deve-se, aliás, ao seu casamento, o nome por que ficou conhecido, já que se rebelou (remexeu) contra o seu tutor, que lhe proibia o casamento.



Era um homem de posses, capitão de ordenanças, além de exercer a função de recebedor do concelho. Servindo D. Miguel, e lado a lado com o brigadeiro Cabreira, derrotou o famoso Sá da Bandeira na batalha de Sant’ Ana. Estava-se na época da guerra civil, entre liberais e miguelistas.


Quando o primeiro duque da Terceira invadiu o Algarve, no decurso da Guerra Civil portuguesa, o Remexido escondeu-se na serra algarvia, onde, recorrendo a uma táctica de guerrilha e apoiado por serranos, venceu sistematicamente as tropas governamentais.



Diversos crimes foram cometidos em seu nome e rapidamente se tornou uma lenda de temor que se espalhou até ao Alentejo. Contudo, estudos recentes parecem ilibá-lo de tais crimes e acções ignominiosas.



De facto, no final da guerra, em lugar de lhe concederem o perdão a que, nos termos da Convenção de Évora-Monte, tinha direito, as novas autoridades liberais queimaram-lhe a casa, açoitaram-lhe publicamente a mulher com a palmatoria (castigo comum na época atribuído às prostitutas ) por não revelar onde ele se encontrava escondido e, por fim, mataram-lhe um filho de 14 anos. Revoltado contra tal crueldade, vingou-se como podia e jamais se entregou, mantendo a sua acção de guerrilha ainda durante vários anos.



Procurava castigar os que os perseguiam, mas perdoava aos soldados que lhe caíam nas mãos, porque desempenhavam um serviço que eram obrigados a fazer. Por fim, foi capturado, levado a Conselho de Guerra e fuzilado em Faro. Julgado por um Conselho pouco simpatizante da "causa miguelista", e mesmo tendo-lhe a rainha D. Maria II concedido o perdão, tal ordem não foi cumprida e fuzilaram-no por interesses políticos e pessoais.



O Buraco do Remechido é uma gruta que se situava nas cercanias de São Bartolomeu de Messines, que foi tapada quando da construção da estrada messines-ferreiras em 1986, em que, segundo a lenda, se acoitava o guerrilheiro Remechido durante a guerrilha Miguelista no início do século XIX.








Adaptado de José Carlos Vilhena Mesquita





O fenómeno histórico-lendário do Remechido: um homem do povo que sustenta uma causa, empunha uma bandeira e morre de pé, fiel às suas convicções e ao seu idealismo político.


Para os vencedores não passou de um rebelde miguelista que não aceitando a amnistia política publicada após a Convenção de Évora-Monte, se havia transformado por sua livre vontade num bandoleiro, num assaltante de estradas, sanguinário e facínora, um perigoso guerrilheiro, sustentáculo de uma causa que punha em perigo a segurança dos habitantes do Algarve e a própria integridade nacional, já que o seu exemplo servia os interesses das guerrilhas carlistas espanholas, desejosas de concentrarem poderosas forças militares no Algarve e Andaluzia, para investirem contra o ateísmo liberal que se havia apoderado da Península Ibérica.


Foi contra a perversidade dos interesses políticos e das provocações perpetradas pelo governo, preferencialmente infligidas sobre a Igreja - de que resultou o pauperismo das massas camponesas - que se reanimaram as guerrilhas e se reacendeu a contra-revolução miguelista. Não podendo contar com as chefias militares que no tempo da guerra-civil conferiram ao exército miguelista a necessária organização e disciplina, estas limitaram-se a levantar um grito de revolta contra a rapacidade dos novos senhores da terra, clamando por melhor justiça e maior protecção às classes desprotegidas.


Etiquetar alguém de miguelista era uma condenação que fazia dele inimigo público, destituído dos mais elementares direitos cívicos. Era a causa e a consequência de todas as desgraças. Apesar da amnistia e dos esforços do governo para pacificar o país, o certo é que os sicários do novo regime instigavam a plebe contra os antigos soldados de D. Miguel e seus adeptos políticos.


Entre os homens a abater figuravam os nomes do Remechido, no Algarve, e do Padre Marçal José Espada, no Alentejo. Se antes eram adversários políticos, passaram, agora, a foras-da-lei, salteadores, bandoleiros, bandidos armados, etc. Porém, houve um momento em que José Joaquim de Sousa Reis, vulgo Remechido, pensou apresentar-se às autoridades ao abrigo da amnistia. Para isso mandou o seu filho, Manuel da Graça Reis, a S.Bartolomeu de Messines averiguar se podia regressar sem receio nem ofensa dos seus antigos inimigos.


Contrariamente ao exarado na competente lei, foi detido e enviado ao presídio de Silves, de onde, aliás, viria a evadir-se pouco depois. O Remechido, que se encontrava escondido nas imediações da aldeia, perdeu todas as ilusões e assim como ele todos os que o acompanhavam. E a sua desilusão agravou-se ainda mais quando, numa altura em que o filho gemia a ferros, lhe aprisionaram também a esposa, Maria Clara, acusando-a de à semelhança do marido ter cometido certas atrocidades contra os cidadãos liberais e de ter divulgado «noticias altamente subversivas contra o Governo Legitimo de S.M. a Rainha».


Parece que a mulher do Remechido propalara o boato de estar prestes a chegar uma esquadra da Rússia para auxiliar a causa absolutista a recuperar o trono, animando com isso os serrenhos a reunirem-se ao marido. A ofensa foi inaudita, pois sujeitaram a esposa do rebelde ao aviltante espectáculo público da rapagem do cabelo e do suplício das palmatoadas em pleno adro da igreja de Messines. Diz-se que o povo, ainda não satisfeito com o bárbaro castigo, pilhou e incendiou a casa do célebre guerrilheiro. A afronta excedeu todos os limites. Contudo, o Remechido não reagiu de pronto, receando o poder de fogo da Guarda Nacional ali estacionada. Esperou melhor justificação para chamar a si os homens que andavam pela serra em pequenas pilhagens sem qualquer significado político que não fosse o de, simplesmente, matarem a fome.


E o momento chegou quando D. Miguel publicou a 21-3-1836 uma «Proclamação aos Portugueses» chamando-os a retornar à causa da Pátria e da Santa Religião. Receando o confronto aberto com as experimentadas tropas do governo, mais numerosas e melhor armadas, o Remechido optou pela estratégia da camuflagem, mandando dispersar os seus homens pelas terras e lugarejos de onde provinham, vestindo a pele de camponeses, trabalhadores rurais ou de pobres agricultores. Enquanto não recebessem ordens do seu chefe deveriam manter-se ordeiramente nos seus casais da serra, substituindo as armas pelas alfaias agrícolas.


As guerrilhas poderiam ter suspirado de alívio se as contingências do destino, desta vez, não se tivessem virado para o lado do mais forte. Com efeito, no dia 28 de Julho, delataram a presença do Remechido à frente de uma força de 248 homens no sítio da Portela da Corte das Velhas. Face ao desequilibrado poder de fogo e às dificuldades de furar o cerco, os rebeldes viram cair 56 dos seus homens, após o que iniciaram uma desordenada retirada.


Para trás ficou o Remechido a descoberto e à vista da tropa que logo o identificou. Levaram-no para Faro, onde foi julgado em Conselho de Guerra, no dia 1 de Agosto, no salão nobre da Misericórdia, que o condenou à pena capital. No dia seguinte, pelas dezoito horas no Campo da Trindade (actual Jardim João de Deus, vulgo Jardim da Alameda) foi fuzilado, e de imediato sepultado no cemitério da Misericórdia. A sua presença de espírito perante o tribunal que o condenou; a forma serena, íntegra e respeitosa como recebeu os últimos sacramentos; as últimas palavras que por escrito dirigiu ao filho no sentido de procurar, no indulto que a lei lhe oferecia, a paz que ele próprio nunca desfrutara, são pormenores que revelam a superior personalidade de um homem honrado, fiel às suas convicções e juramentos.


Uma análise minuciosa das declarações proferidas durante o julgamento permitem perceber que o Remechido não era o ferino bandoleiro que o governo propagandeava aos quatro ventos. Bem pelo contrário, era um chefe militar de arreigados princípios políticos e razoável instrução, profundamente crente na superioridade da fé católica, pela qual também se bateu de armas na mão.


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Gatices


O gato é uma paixão.


O gato é um animal doméstico que conservou o seu estado selvagem e o seu desejo de liberdade.


Independente e determinado, ninguém consegue ficar imperturbável perante a elegância dos seus movimentos.


Amados e odiados consoante a época, os gatos desempenharam importantes papéis ao longo da Historia, inspirando pintores, escritores e poetas.



Pensamentos sobre gatos...


O único mistério sobre o gato é porque ele decidiu virar um animal doméstico. (Sir Compton Mackenzie)

Não existem gatos comuns. (Collete)

Não há nada mais divertido que um gato jovem, nem mais sério que um gato idoso. (Thomas Fuller)

Gatos amam mais as pessoas do que elas permitiriam. Mas eles têm sabedoria suficiente para manter isso em segredo. (Mary Wilkins)

Ninguém pode ser dono de um gato, mas eles podem abençoá-lo com sua companhia, se quiserem. (Frank Engram)

Deus criou o gato para que o homem tivesse o prazer de acariciar o leão. (Fernand Mery)







terça-feira, 19 de maio de 2009

O olhar

Não é dos olhos que se trata. O mistério é o olhar.

Num olhar, o que há é alguém que vem à janela de si e nos visita.


Ele há o olhar triste. O olhar meigo. O olhar arrogante. O olhar do terror. O olhar da súplica. O olhar de gozo. O olhar que baila num sorriso.


O olhar concentrado. O olhar disperso. O olhar da aceitação. O olhar do desprezo. O olhar compassivo. O olhar do desespero. O olhar sedutor.


O olhar envergonhado. Ah!, o olhar da despedida final para sempre!

O olhar é a presença misteriosa de alguém, que, ao mesmo tempo, se desvela e se vela.

Um olhar tem vários mistérios.


Um olhar pode nos anunciar.

Um olhar pode dizer tudo, como também nada!


Esse é o mistério de um olhar ...

... depende de quem está a observar!

Bênção das Pastas UALG

Faro, 16-05-2009

Benção das Pastas no Estádio de S. Luis, em Faro.

A cerimónia assinala também o final da Semana Académica da UALG.

Os alunos da Universidade do Algarve que acabam este ano o curso, referente ao Ano Lectivo 2008/2009, participam hoje na cerimónia da Bênção das Pastas.

Alunos e famílias vão hoje encher os Estádio São Luís, em Faro, para o momento que, para muitos, assinala o fim de um ciclo da vida académica.

Texto retirado de : http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=94610

Faro, 17-05-2008

Teve lugar esta tarde mais uma Bênção das Pastas.

A bênção teve lugar no Estádio de São Luís que contou, por sua vez, com a casa cheia.

Bancadas preenchidas por familiares e amigos dos anfitriões da tarde - os finalistas.

No relvado esteve presente uma avalanche de sentimentos e o agitar das pastas e os sorrisos de triunfos de todos os finalistas acompanharam toda a cerimónia.

Cerimónia esta que contou também com a presença da tuna feminina da Universidade do Algarve: Feminis Ferventis e da tuna masculina: Versus Tuna. Muito boa sorte para todos os finalistas!
E bem hajam!