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sábado, 9 de maio de 2009

Igreja de S. Pedro

Situa-se na zona ribeirinha, no Largo de S. Pedro.

A primitiva ermida medieval, mandada fazer pelos mareantes, foi totalmente reconstruída nos meados do século XVI. O novo templo passou a ser sede da recém-criada freguesia de S. Pedro, que foi entregue à Ordem Militar de São Tiago, em troca da cedência da Igreja Matriz de Santa Maria para assento episcopal.
Os efeitos do terremoto de 1755 foram tão graves que originaram profundas modificações arquitectónicas, realçando-se, nesta intervenção, o carácter revivalista, próximo dos valores da arqui- tectura chá dos finais do séc. XVI. As novas colunas foram feitas em 1760, imitando. as da Igreja da Sé.

Foi responsável por esta reconstrução o mestre entalhador farense Manuel Francisco Xavier.

Conserva, no seu interior, significativas manifestações dos séculos XVII e XVIII, com realce para a capela-mor e para as capelas do Santíssimo Sacramento e de Nossa Senhora da Vitória.




Capela das Almas
Esta capela foi administrada, desde o século XVII, pela Confraria das Almas. A ela pertenciam os mesteirais, trabalhadores «mecânicos», encontrando-se inscritos no Livro dos Assentos dos Irmãos, pedreiros, tanoeiros, cordoeiros, surradores, alfaiates, pintores, etc.
Atendendo a que o terramoto de 1755 destruiu parcialmente esta capela, tornou-se necessário proceder à sua reconstrução. O anterior retábulo, construído a partir de 1723,por um dos seus confrades, o entalhador Manuel Martins, foi reformulado, em 1763, tendo-se aproveitado parte da anterior talha.

Testemunhando um espírito de emulação com os mareantes, que administravam a capela fronteira, mandaram enquadrar a talha com painéis de azulejos figurativos representando a Salvação das Almas do Purgatório.










Erguida no séc. XVI no local de uma ermida do séc. XV da devoção dos mareantes, sofreu profundas modificações após o terramoto de 1755. Pórtico em estilo maneirista (final do séc. XVI), com nicho contendo a imagem do orago. Interior de três naves, com colunas que são cópia das existentes na Sé Catedral, instaladas na reconstrução no séc. XVIII. Capela-mor com retábulo de talha do final do séc. XVII, pertencente ao período do Barroco Experimental. Capela de Nossa Senhora da Vitória, pertencente ao Compromisso Marítimo, exemplar importante da talha "rococó" (terceiro quartel do séc. XVIII). Capela do Santíssimo Sacramento, com profusa decoração em talha ao gosto barroco, integrando um baixo-relevo representando a última Ceia (meados do séc. XVIII). Capela das Almas, com retábulo em talha e um importante núcleo de azulejos decorativos (séc. XVIII). Uma imagem em pedra de Nossa Senhora da Esperança (séc. XV), proveniente de uma antiga ermida, e uma Santa Ana de excelente modelação, atribuída ao escultor Machado de Castro (séc. XVIII), integram o valioso espólio desta igreja que inclui ainda telas e imagens provenientes de conventos laicizados no séc. XIX.
Texto retirado de : http://www.visitalgarve.pt/visitalgarve/vPT/DescubraARegiao/Concelhos/Faro/Cidade/?res=1280x1024

Igreja do Carmo

A Igreja de Nossa Senhora do Carmo ou Igreja do Carmo é um edifício notável da cidade de Faro, situado no Largo do Carmo.
Foi fundada em 1713 pelo Bispo D. António Pereira da Silva, tendo sido responsável pelo projecto inicial o Padre Frei Manuel da Conceição, de Lisboa.

Foto de 1970:
Em meados do mesmo século o edifício sofreu grande remodelação e acrescentos, tendo-se destruído a fachada original.
O novo traçado foi concebido pelo mestre pedreiro Diogo Gonçalves, em 1747.
As obras prolongaram-se até 1878 (nomeadamente com a construção das torres da fachada).



quinta-feira, 23 de abril de 2009

A Igreja Matriz de S. Bartolomeu de Messines

«A Igreja Matriz de S. Bartolomeu de Messines é um dos símbolos mais importantes do património histórico-cultural da freguesia. Imóvel de Interesse Público (Dec. N.º 40 361/55), tem o orago de S. Bartolomeu de Messines, santo que teve o seu culto ligado a esta terra desde muito cedo. [...]

Desconhece-se a época da sua construção, bem como a época da criação da paróquia. Sabe-se que a igreja já existia no século XVI, pois datam de 1595 os seus registos paroquiais mais antigos. Dessa centúria serão as suas colunas manuelinas de toros torcidos, único conjunto quinhentista desse tipo conhecido no Algarve. O tecto da sacristia tem a data de 1615, o frontispício da porta principal tem a de 1716.


Exteriormente, é o vermelho baço que perdura, pela cor ruiva do grés vermelho, adocicado pelo branco da cal. [...]»Ligne, Artur. "Freguesia de Messines". Tribuna do Algarve. N.º 150, 31 de Maio de 2004.

Texto retirado de : http://www.blogger.com/%3Ca


Fundada durante o reinado de D. Manuel I, a Igreja Matriz de S. Bartolomeu de Messines seria profundamente remodelada em sucessivas campanhas de obras efectuadas entre 1713-1716 e os anos de 1778 a 1782. O resultado destas intervenções foi um nítido contraste entre o seu exterior barroco e parte do espaço interno original. Aberta para um pequeno adro, a fachada é delimitada por dois cunhais de grés vermelho, rematados por pináculos alteados.

O centro do pano caiado é rasgado por um portal de linhas barrocas, composto por duas colunas torsas, forte entablamento ressaltado e moldurado, com pináculos, sobre o qual se abre janelão delimitado por pilastras caneladas com mísulas e molduradas por volutas, encimado por frontão interrompido.

A ambos os lados do portal estão duas janelas rectangulares de moldura em grés vermelho, enquanto a empena da igreja é estabelecida por linhas contracurvadas, terminada por remate triangular e encimada por uma cruz latina em ferro.

Mais recuada encontra-se a torre sineira de linhas barrocas e coberta por uma cúpula simples. O interior apresenta um corpo repartido em três naves, ritmadas por arcaria repousando sobre colunas torsas em grés vermelho e que sustentam a cobertura em madeira apainelada, no centro do qual está uma simbólica pintura do Espírito Santo.

De grandes proporções é o púlpito em mármore, mostrando um notável jogo barroco entre o cromatismo e as formas geométricas do mesmo. No lado da Epístola sobressai uma capela manuelina, a do Santíssimo Sacramento, coberta por uma abóbada artesoada de nervuras que repousam em mísulas e cujo florão central ostenta a Cruz de Cristo.



Outra capela, dedicada às Almas, é revestida com belos azulejos setecentistas.

Na capela-mor sobressai um retábulo rocaille de grande envergadura, com a tribuna pronunciada e preenchida por um trono eucarístico, estando esta estrutura retabular assinalada com a data de 1788. Esta igreja algarvia está classificada desde 1955 como Imóvel de Interesse Público ( I.I.P.).


Texto retirado de : http://www.infopedia.pt/$igreja-matriz-de-s.-bartolomeu-de-messines

FOTOS